quarta-feira, 2 de junho de 2010

A noite fria das baleias

para S.

Sei dos dias claros, do sol plácido nos idos de maio
Dos rios e da água gelados à beira de junho
Das cores mornas da madrugada fria
Dos vermelhos graves das rosa na estante
Mas nada disso fala mais a tudo que sou
Nada disso significa mais a tudo que construo
Que o brilho doce e o cheiro cândido
Da tua companheira pele avelã
Na matiz própria de cada manhã
Que renasço a teu lado


Sei que me dizes ao envolver os teus pés aos meus já frios
E ao estender tua mão eu meu rosto grave
E tudo isso não me completa, me justifica
Sozinho sou completo, mas contigo sou inteiro.
Despido da própria natureza do corpo
Da fala que esconde e revela
Ou do discurso que envolve e penetra
Eu me refaço, reinvento
Em ti me ponho e alimento
O meu verdadeiro ser poeta

2 folhas:

magally disse...

MuiTo BONITA...PARABÉNS Rapaz!!!!
Vc é um ARTISTA!!!

Anônimo disse...

Muito massa, como tudo que tu escreve! Parabéns!

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