domingo, 28 de dezembro de 2008

Todos Pensan que estou triste

Marcelo Camelo e Mallu Magalhaes - Janta



Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

Clipes e lápis de cor na minha cama
Todos pensam que estou triste
Vou passear nas melodias e abelhas e pássaros
Ouvirão minhas palavras?
Estaremos nós dois e você e eles juntos?
Eu posso esquecer de mim mesmo
Tentando ser todos os outros
Eu sinto que podemos ir embora
Me delicie hoje
Eu te deixo ficar se você se render

Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser a eternidade má
Eu ando sempre pra sentir vontade.


(letra de Marcelo Camelo, interpretação do mesmo com Mallu Magalhães)

Um dia triste.. um bom lugar pra ler um livro





É, eu sei que ainda sou um filhote... estou aprendendo apesar das tristezas e um dia depois de tudo isso eu vou poder chorar todas as minhas dores lágrimas e angústias.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Prece aos Poderes Olímpicos


Zeus é o ínicio e o fim,
Zeus está acima de mim;
ao seu lado ,a Grande Hera , combatente de Argos estão ao seu lado
A honra de Hera brilha em mimha face.
Em meus pés, está Hermes o portador do caduceu,
Hermes o habilidoso está comigo, salve Hermes , o três vezes grande.
Em meus braços reside a força de Ares.
A habilidade do engenho Hefaestus está em meus braços.
Que Atena , de olhos verde mar , ilumine minha idéia
e me fortaleça para o combate justo.
Ártimis é minha guia
e sobre minhas mãos correm as flechas do seu glória;
Apollon me ilumina e guarda pela pureza das nascente délficas.
O deus das escumas negra, o grande Basileus do mar está à minha frente;
Ele reina sobre o mar profundo e sobre a superfície de mim. Posídon , guarda-me.
O seio de Deméter é a fonte-nutriz do meu ser. Deméter dá-me a força do eterno viver.
O rosto de Aphrodite brilha sobre meu coração,
pois o meu peito resplandece o escudo das paixões. Sede-comigo ,Senhora Urânia.
A luz de Héstia é a chama da tradição
e sobre meu ser brilha o enigma dos antepassados.
Saúdo às divindades do fogo ,da terra da água e do mar
e aos antigos anciões do povo heleno.
Saudado eu seja pela glória dos antigos e grande heróis.
O grande Zeus portador da égide é o meu escudo.
Zeus é o início ,Zeus é o fim;
Zeus está acima de mim.
Assim seja

Geografia Emocional da Héllas


Há algumas semanas atrás assisti o filme biográfico da Edith Piaf, e uma parte que me comoveu muito foio fim do filme, onde durante uma estrevista a jornalista a faz a seguinte pergunta:

-Sente saudade de Paris, Md. Piaf?

E ela responde:

- Paris sempre está comigo; no meu coração, na minha música, em mim...
Daí eu fico pensando... a maior parte de nós tem uma história semelhante com relação à nossa paizão pela Héllas... não somos civicamente "helenos" mas.. o qu enos liga à ela é algo bem maior e talvez bem mais significativo. Se me perguntassem hoje se alguma vez fui à Grécia, responderia da seguinte forma: "Não, mas a Grécia sempre esteve em mim".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Minha cartinha para o Papai Noel

Papai Noel,
o senhor sempre foi muito sacana comigo. Nunca me deu o que eu pedi, tampouco passou aqui em casa para dar satisfações ou comer o salpicão da minha mãe... rsrs Ele sempre fala que o senhor gosta, mas deve ser mentira, porque nem isso o senhor anda fazendo aqui por casa. Dada sua neglicência, "véi Noel" , vou ser chato, porque estou no direito.
Lembra da caixa de doces que te pedi quando tinha oito anos? Pois é.. o senhor não me deu. Na época eu pensava que era porque o senhor era diabético e a Mamãe Noel não te deixaria ir na loja de doces comprar, mas que nada! Acho mesmo é que o senhor estava me enrolando... mas como a alternativa era essa, mudei de estratégia e pedi um brinquedo no ano sequinte.. e o senhor me deu ? Que nada!
Mais uma vez o senhor me sacaneou.. poxa, "véio", não podia simplesmente falar que estava duro ? A gente fazia uma vaquinha... eu , a Mamãe Noel, os duendes , e quem sabe até eu mobilizava uns unicórnios pra ajudar... mas o senhor sequer deu as caras...
Então, pensando que brinquedo era caro, aos dez anos descobri minha paixão por livros e desde então todos os anos eu peço livros, mas como, ao que parece, o senhor não vai com a minha cara, até agora não me deu.. e a cada ano eu vou aumentando a lista que é pra ver se o senhor toma vergonha nesta cara vermelha e barbuda e me dá os meus presentes atrasados! Poxa, vovô.. eu sempre me comporto bem... desde os cinco anos que eu faço minha própria comida, e tirando aquela vez em que eu roubei a lata de doce das compras que meu pai fez para minha avó, eu sempre fui um bom menino; mas , ah! tem mais uma coisa.. aquele pequeno furto foi pago... lembra que levei uma surra de mangueira quando da descoberta do delito ? Pois bem.. já está paga!
Vamos ver se o senhor se endireita na vida e começa a pagar meus atrasados... se não fizer, vou ser obrigado a mover uma ação civil contra vossa pessoa por danos morais e não pagamento de dívidas natalinas... eu não quero fazer, mas o senhor está me obrigando...
Bem.. acho que é só.
Na certeza de que o senhor terá bom senso (pra não dizer juízo) eu me despeço por aqui. Ah! a lista de presentes eu vou colocar aqui em baixo, caso o senhor tenha perdido as minhas últimas cartas.
Atenciosamente:
Thi =)


Lista de presentes atualizada (como eu já lhe disse, são todos livros.. )

-Walter Friederich Otto, Os Deuses Gregos
- Carl Kerényi - Os Deuses Gregos
- Carl Kerényi - Os Heróis Gregos
- Homero - Ilíada (edição bilíngue, se possível)
- Homero - Odisséia ( edição bilíngue também)
- Clarice Lispector - A Mação no Escuro
- Clarice Lispector - Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
- James Joyce- Ulysses
- James Joyce - Finnegans Wake
- Walter Burkert- Religião Grega na Época Arcaíca e Clássica
- Walter Burker - Homo Necans- Ritual e Sacrifício na Religião Grega Antiga
- Sir Arthur Evans - A Escrita Micênica
- (?) - Paidéia - A Formação do Homem Grego
- (?) - A Arte Grega
- Friederich Nietzsche - O Nascimento da Tragédia

* Obs.: Como o senhor deve ter visto, eu reduzi a lista porque já há livros que eu mesmo tive de comprar, dado sua ausência, e também livros que já me passaram da idade.

Não quero ser médico, mas parece que sempre é a mesma coisa...

Sabe gente... todo mundo sabe o quão difícil é ser "gente", ser humano.São tantas coisas pra gente aprender.. o que dizer,o que falar, aonde ir. O que fazer? Onde ir ? Estive pensando, depois de assistir o Grey's Anatomy, o quão difícil é ser médigo. Eu que desde os sete anos convivo com estes representantes dos deuses! Ter de renunciar aos seus amigos para salvar a vida dos amigos dos outros; renunciar ao tempo para amar, para poder salvar a vida dos amores dos outros, ou então renunciar ao tempo para amar, para que outros possam ter tempo para a mar. Sabe... eu amo minha profissão: educador. E vejo nelas , essas profissões, relações muito estreitas. Por nais distantes que sejam os profissionais, é no fim das contas, umexercício de abdicação.E não sei como ser altruísta o suficiente para abdicar de mim mesmo para salvar aquilo que acredito: o OUTRO.

Sobre os pequenos deuses

No texto "pra quem está começando" , o Sanyon nos dá uma dica lá pela metade do texto, que é fazer uma seleção dos principais deuses que farão parte do nosso culto pessoal. Isso é uma dica muito boa, daado que temos cerca de trinta mil deuses em nosso pantheon. Mas.. e os pequenos deuses que todos nós esquecemos ?? É preciso lembrar que mesmo aquEle , que em nossa visão, é o menor dos deuses, mesmo assim é maior que o mairo dos homens. Quem se lembra da pequena Ate, filha de Zeus e HEra a rondar nossas cabeças ? Quem se lembra de Hefesto, o inventivo e habilidoso, o deus da forja , e, por que não, da tecnologia ? E de Britomártis, Ditina, deusas das redes ? Ariadne, Helena ... Quantos deuses nós esquecemos diariamente ?
Devemos muito de nossa formação religiosa aos cretenses, e penso eu que uma coisa importante pra todo heleno , e que nos é legado dos minoanos, é a forma de enxergar os deuses em suas epifanias. Os minoanos (ou minóicos) , ao contrário das demais civilização da antiguidade e da atualidade também, não se preocuparam em fazer construções imponentes.. enfim, eles não tinham preocupações em TER um status , pois , eles bem o sabiam, o satus maior é o respeito. E o que é o respeito, senão a lembrança e a garantia de uma vida virtuosa ? Os minóicos viam em cada aparição, animal ou evgetal,por mais comum que fosse uma epifania dos Deuses. Um balançar de árvores poderia ser o canto de uma nymphe, os mares eram povoados de naútilos, delphins e infnitas possibilidades do mar... a natureza era celebrada como uma grande festa, em tudo há movimento, e os deuses são o movimento da vida. A sua imortalidade é a maior representação dessa graça. É preciso que reconehçamos nos movimentos e sutilezas da natureza tudo aquilo que é manifestalção de vida, porque os deuses são a natureza, a cor, a vida... a festa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Poema de Circunstância

-Pára
-Pera
- Estou perando
- Estou parando
- Parei
- Par
- Parou
- Ou!

Construção

TIJOLOS
CIMENTO
AR ASAS
LIVROS E JORNAIS

TODOS E OPERÁRIOS
SE REUNEM

É DIA DE POETAR
POETA,
POSTAM
REUNEM
RE- UNEM-SE

VAMOS REVALARMO NUS
DESCARADAMENTE
DE CARA MENTE
POÉTICA
POR ÉTICA
----- ERGUE-SE

Inclasíficável

Quero um amor ao estilo Frida Kallo
Romântico, louco, inclassificável

Quero um amor ao estilo Nelson Rodrigues,
Tarsila do Amaral, Cândido e Portinari

Quero um amor cadente
que brilhe tanto quanto um céu de estelas cadentes

Quero um amor lascivo
que desça, suba e revire

Um amor romântico, boyroniano ou platônico
mas que exista dentro e fora dos jornais

Sem ronda noturna, com cama mesa e cuia
Quero um amor ao estilo Eros e Psiquê

Um amor em linha reta
ao estilo Fernando ou Felipe Pessoa

Quero uma pessoa, que corra , voe e seja
Quero um amor que seja louco

louco, frenético e inclassificável
Gramaticamente inexiste

Sobre a brevidade dos relacionamentos gays


Por que os casamentos gays não duram tanto tempo quanto às relações heterossexuais ? Essa é uma pergunta a qual venho me perguntando depois de ter observado alguns fatos que foram noticiados nos últimos meses, mais especificamente a morte da senhora Rute Cardoso.
Quando se tenta responder essa pergunta caímos no velho e repetido erro de afirmar que o homem tem um impulso natural de "pular a cerca" devido à seu instinto de preservação da espécie, mas não é muito bem por aí. Nada contra quem gosta de zoar, passear por aí e pagar todo mundo, mas diga-se em respeito, tem muita gente a espera de algo que seja realmente sério e honesto. Quem não quer ser amado ?
Vamos tentar entender as coisas...
Nos relacionamentos homossexuais em gerais podemos observar a existência de dois grupos, de acordo com seus interesses no relacionamento. O primeiro grupo é o grupo das pessoas que buscam uma relação homoerótia, ou seja, buscam apenas divertimento e prazer sexual com pessoas do mesmo sexo que elas. O segundo grupo é o das pessoas que buscam uma relação homoafetiva, ou seja, aquelas pessoas que buscam um relacionamento sério: namorar, casar... adotar filhos, ou ao menos construir uma relação sadia e séria.
Costumo dizer que num relacionamento o mais importante é a cumplicidade e o respeito entre as pessoas que o fazem. Isso é válido em todas as situações de relacionamentos em grupo: família, amigos, trabalho, instituição religiosa... todo mundo gosta de ser respeitado, e fundamentalmente todo mundo merece ser respeitado. Não é algo que se escolhe. É uma obrigação. Então... vamos ser sinceros, as relações homossexuais têm uma coisa a mais que em geral as heterossexuais não têm: sinceridade. Então... se você sabe que o bendito parceiro não é lá dos mais fiéis, vale mais ter uma relação de confiança, onde ambos possam encontrar-se com outros, mantendo mesmo assim, o relacionamento entre si, do que abdicar de quem se gosta por ideias que definem a fidelidade de acordo com o número de pessoas com as quais você saiu durante o mês.
É possível que grande parte dos relacionamentos homossexuais não dure muito tempo pela hipocrisia nesse ponto último e pela falta de sintonia entre os tipos de pessoas que acabei de relatar. É assim que vejo a coisa; mas em contraponto, existem casamentos que vão muito bem obrigado.
Para que se tenha um relacionamento duradouro é necessário dar espaço ao parceiro, e a si mesmo também. As pessoas partilham de uma vida em comum, mas essa vida não é a única. Desempenharemos diversas funções: amigo, marido, pessoa, indivíduo. São coisas distintas, que precisam ser separadas para a saúde da relação. É o tipo de coisa que você faz pra quando chegar em casa, depois do trabalho, poder chegar e conversar... quebrar o gelo comum que o tempo traz consigo.
É bem verdade que os relacionamentos homossexuais têm um pouco menos de sexo, mas me digam, pra quem busca uma relação estável,alguém a quem se amar... tem coisa melhor que acordar, olhar pro lado e sentir o calor, e eventualmente, o friozinho , da pessoa ao lado ? E melhor que isso, abraçá-la e poder dizer que a ama ? A meu ver, ainda não existe sensação melhor. O relacionamento nos proporciona o dom da descoberta do mundo. A cada dia conhecer um cantinho a mais daquela pessoa . Não há nada como a companhia de quem se ama.
A felicidade se faz por existir vários caminhos, mas como disse a Edith Piaf, só há uma coisa pior que a morte: a solidão. Solidão não é estar sozinho. É ser sem ninguém. Quantas pessoas espalhadas pelos mundos , mesmo rodeadas pelo caos contemporâneo estão se sentindo sozinhas ? O parceiro nos proporciona a descoberta do corpo, e de nós mesmos, seja isso em qual dimensão for: homoafetiva, ou homoerótica, mas que é bom ter alguém a quem amar, ah!, isso é fato, arte-fato !

A chuva e os Cinamomos

" Escrever é que é o verdadeiro prazer;
ser lido é um prazer superficial".


- Virgínia Woolf




Após a discussão com o Barão de Filpus, a sra. Dolloway recolheu-se até seu quarto de estudos, sentou em sua poltrona comum. Pensava. Pensava na vida com a mesma simplicidade e esquecimento do tempo com que voam os pardais em toda sua banalidade. Indiganava-se com a indecadeza do Barão ao olhá-la daquela forma. Dizia para si mesma : indigesto! Onde já se viu ? Voltou-se para a porta, olhou a escada. A empregada passava , falou-lha, do alto da escada para que ouvisse.

- Por favor, Luzia, me traga o chá de gengibre.
Voltou à sua poltrona. Olhava a janela.
Pegou do lápis e papés; o velho bloca já estava em prévio têrmo. Começou a escrever a carta ao Barão:

" Caro Barão de Filpus,
esta carta é em resposta a carta que vosso mensageiro trouxe-me, há três dias, anunciando-me a sua visita; visita esta que me fizeste hoje.
Não gosto como se comporta. Não gosto como me escreve. Não gosto como me olha. Amo-te. E é por este amor, que por muito tempo exitei em escrever-lhe estas parcas palavras. Amo-te, mas sou egoísta demais. Quero minha vida só pra mim.
Vou lhe mandar , junto a esta, uma segunda carta, peço-lhe que assine. É o que gostaria de ler, é o que gostaria de ouvir, de lhe ver os lábios pronunciando-me. Sei que não é do seu desejo um contratempo assim, mas peço que me entenda.
Incomoda-me profundamente a não necessidade que tendes em respeitar as normas, ser cordial para com os convidados, mas , acredite: penso que todos lá gostam de sua pessoa; lhe respeitam e querem um bem profundo à sua arte.
Atenciosamente:



Clarissa"







Terminou a carta com o sentimento de resignação dentro de si. Sabia que era a coisa certa a ser feita.


A empregada, entrou pela quarto, com a bandeija de chá em branços. Pediu-a que chamasse o mensageiro. Colocou a carta em envelope. Sentou-se. Pegou a xícara e despejou-a um pouco de chá. Voltou a contemplar a janela, quando o mensageiro entrou.


- Entregue esta carta em mãos ao Barão de Filpus.


- Sim, senhorita. Apenas isto ?


- Sim. Pode retirar-se.




O chá entrou-lhe pela consciência. Sabia que era a coisa certa, mas ... estava certa ? Se dúbito deu-se conta do erro. Em verdade, a carta não se distinaria ao Barão, mas sim a ela mesma. Apressou-se em olhar pela janela. Viu o mensageiro a galope. Era tarde.


Rsignou-se em jogar fora o resto das folhas no bloco de papel e desceu as escadas para o jantar.

Quantos Deuses Há no Helenismo ?

Enquanto discutíamos a questão dos pequenos deuses surgiu a questão de quantos deuses há no Helenismo. Arregacei as mangas, meti a cara em livros e surgiu essa lista. Vejamos...


Zeus
Posídon
Hades
Hermes
Hefaestos
Héstia
Hera
Apollon
Ártemis
Dioniso
Deméter
Atená
Nêmesis
Ares
Hélios
Selene
Eos
Íris
Himineu
Ate
Britomártis
Perséphone
Hécate
Helena Dentritus
Ariadne
Eros
Himero
Anteros
Agoraio
Charis
Hérakles
Castor
Polux
Anfritrite
Orco
ASklépio
Ponto
Astréia
Tyche
Kubbele
Aura
Basiléia
Bia
Nice/Nikê
Zêlo
Crato
Ênio
Éolo
Peito
Hemera
Diquê
Filotas
Fobos
Deimon
Fraude
Ftonio
Hebe
Héspero
Hybris
Coro
Íaco
Iaso
Higéia
Ilícia
Io
Leto
Lete
Métis
Momo
Morfeu
Nérites
Pan/Pã
Panacéia
Pento
Pluto
Poros
Príapo
Pênia
Proteu
Sabázio
Telesforo
Sêmele
Tritão
Zagreus


*SERES PRIMORDIAIS*
Caos
Géia/Gaia
Eros
Tártato
Urano
Érebo
Éter
Nyx/Noite


*TITÃS*
Coios
Crios
Hipérion
Japeto
Téia
Réia
Têmis
Mnemósine
Febe
Tétis
Kronos
Oceano

*segunda geração de Titãs*
Estige
Leto**
Astréos
Palas
Perses
Atlas
Menécio
Epimeteu
Prometeu


*CICLOPES*
Bronteu
Briareus
Argeu

*GIGANTES*
Alcioneu
Porfírio
Efialtes
Êurito
Clício
Mimas
Encélado
Palas
Polibotes
Hipólito
Grátion
*existem mais, os que foram fulminados por Zeus e não relacionados por minhas fontes*

*VENTOS*
Bóreas
Euro
Noto
Zéfiro
Éolo**
Apeliotes
Ácias
Lips
Cirão
*há mais*

*MUSAS*
Urânia
Calíope
Euterpe
Polimnia
Clio
Erato
Melpomene
Terpsichore
Thalia
Aiod
Hypate
Melete
Meses

*HORAS*
-Atenas: Talo, Auxo e Carpo

- Eunomia
Irene
Diquê**

*CHÁRITES*
-Homero: Cáris, Pasitéia
-Esparta: Cléia, Fena
-Atenas: Hegemonia e Auxo

- Aglae, Eufrosina e Talia

*ERÍNIAS*
Atele
Megera
Tesífone

Obs.:
1- ** = Deuses que se repetem na lista

2- Na contagem não foram considerados:
ninfas
rios
fontes
Monstros em geral
Heróis (exceto Hérakles)
Gênios
Centauros, Serias, ictiocentauros e criaturas "fantásticas" em geral

esse eu não lembro o nome mas está no livro

Maria já dizia: poeta é plágio dos sentidos
E o rio, como disseram todos eles
tanto quanto o Neruda
é um relógio: passa.

O maior medo é perder
rasgar o verso, perder a rima
e nesse descompasso
angústia de poera cachorro-louco
o que se vê é a rasgação do verbo.

Nscem substantivos que de adjetivos não precisam
Caracem de si e crescem nessa querença.
E é nessa trança de gostos e verbos
que se vêm unidas como ventos
as folhas fartas de um incógnito tempo.



-Thiago Oliveira
João Pessoa , 15.08.2008; 21hrs:06

O Passo da Ironia

Que estranha ironia a minha,
digo ,a nossa,
posto que pra ter -te em meus braços
é preciso que me afaste
e pra te ter longe,
é preciso nada mais que um passo.

Que estranha ironia a nossa
dantes nossos corpos sempre laços
hoje, sequer o compasso nos resta
Que ironia , não ?
Noites e dias com o canto da cotovia
hoje: Neruda;

Que estranha ironia a nossa
Que os beijos e abraços constantes
se confundiram com uma mera fotografia colada nos Andes
Ironia ? Talvez..
quem há de saber ?
Fato é que sempre sinto sua falta
seu beijo, abraço, compasso.
Tudo colodo por passos de dança
Que estranha ironia essa minha,
digo, a nossa.

3.8.2008

É ter no mote a glosa
no vento o pensamento
no passamento o tempo.


É ter no seio o receio
no peito sempre um suspeito
no ar um aviador
e perceber que nem tudo que é amor traz consigo retalhos de dor
mas é amor.
É leve é doce é curto é rouco
É tosco.
E nisso penso o que sou: AR

Esboço sobre a Fragilidade do Amor

O homem é o ser mais frágil criado pela natureza... A única coisa que a gente aprende antes de nascer é a amar.. e essa é a pior das desgraças, porque não há esforço e sem esforço a dor é pior. Demora-se em média um ano pra aprender a andar e nesse tempo você aprender a dominar o passo , o mesmo jeito com a fala...mas o amor.. o amor não se pode controlar. tampouco o amor ou qualquer sentimento que os valha. Não se controla o ódio; usa-se o ódio. Os sentimentos não são controlados, são dominados; são coisas diferentes. Tudo que é insubistanciável não tem controle

Pés de Alface

LIBERDADE É UMA IRONIA
Freedom is an irony
Ελευθερία είναι μια ειρωνεία
Jiyuu wa hiniku desu

autofalódromo

Retalhos de falas minhas
"Se ainda continuarmos nos falando você perceberá que muitas das coisas que eu sinto-sei-sou eu guardo a cá comigo.. como que em caixas. São meus pequenos segredos...desejos. Meu existir-meu ser"
"primeiro me manda à reserva, depois me faz reservas"
" São as coisas aqui dentro. Pressões. Acho que sou uma bomba prestes a explodir""Prefiro a linguagem fabulosa dos silêncios. Dizer é perigoso;"
"No final das contas vc só quer ser feliz; e .. ser é tão complicado que eu muitas [f/v]ezes prefiriria não ser.Não ser homem, não ser humano. Não ser existência"

Encontro Marcado


Não posso culpar ninguém pelo destino que me dei. Como único responsável ,só eu posso modificá-lo. E vou modificar.

De tudo ficaram apenas três coisas: a certeza de que ele estaav sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. FAzer da interrupção um caminho novo, fazer da queda um passo de dança, d medo uma escada , do sono uma ponte da procura um encontro.



- Fernando Sabino, in, O Encontro Marcado

Visão do meu amigo Joyce


"Contemplava a cena e pensava na vida.E como sempre acontecia quando pensava na vida ficou triste. Uma suave melancolia apossou-se dele. Sentia quanto era inútil lutar contra o destino; severa conclusão que a sabedoria dos séculos lhe havia legado".



- James Joyce, Eveline in DUBLINENSES, página 62. 2 edição.

From pentup Aching Rivers

De dolorosos rios contidos
Da parte de mim sem a qual eu nada seria
Do que eu dedidi tornar ilustre, mesmo
Se entre os homens tiver que ficar sozinho,
De minha voz ressoante, cantando o falo
Cantando o canto da Procriação
Cantando a necessidade de crianças soberas , e pois
de soberbos adultos,
cantando o ímpeto mascular e a mistura
Cantando o canto da cuncubina.



- Walt Whitman

Eros

Eros de dourados cachos
Lança-me a bola púrpurea
E me convida que a jogue
Com a moça de sandálias multicores


- Anacreonte

...

"Para mim só contam os que são loucos por alguma coisa,loucos por viver, loucos por falar,loucos para serem salvos,os que querem tudo ao mesmo tempo,os que jamais bocejam,que não dizem banalidades,mas ardem,ardem,ardem como um fogo de artifício"

Jack Kerouac

O Espelho



O amigo mais íntimo é o sujeito que vejo todas as manhãs no espelho do quarto de banho, à ohra onírica em que passo pelo rosto o aparelho de barbear. Estabelecemos diálogos mudos, numa linguagem misteriosa feita de imagens ecos de vozes, alheias ou nossas, antigas ou recentes, relâmpagos súbitos que iluminam faces e fatos remotos ou próximos ,nos corredores do passado - e às vezes, inexplicavelmente do futuro- enfim, uma conversa que , quando analisamos os sonhos da noite,parece processar-se fora do tempo e do espaço. Surpreendo-me quase sempre em perfeito acordo com o que o Outro diz e pensa. Sinto , no entanto, um pálido e acanhado desconforto por saber que existe no mundo alguém que conhece tão bem os meus segredos e fraquezas, uns olhos assim tão familiarizados com a minha nudez de corpo e espírito.


- Érico Verissímo

O Artista


O artista precisa ter a vivência e a experiência. O profissional faz da sau arte uma expressão de vida e não uma imitação da vida. Se, para ser artista , fosse necessário e bastante viver, então arte seria imitação da vida. Arte é uma expressão livre da vida, que incorpora emoção a partir da visão do mundo.


- Geraldo Vandré

No dia em que você foi embora e hoje

Por onde anda você
que não te encontro em meus braços
tenho-te apenas por pedaços
de retalho em retalho
um eterno auto da agonia
esperando o teu abraço
e você não volta pra mim.


Por onde você anda
que esqueceu que
eu existo
e como disse a Maria
Não há você sem mim
e eu não existo sem você ?

Não mais ouvirei o canto do Filpus?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Hoje eu conheci o Zé...

 Vanessa da Mata - Zé

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Tempo do Mito

O TEMPO DO MITO E O MITO DE TEMPO: O HERÓI E A ORDEM DO MUNDO






Embora toda e qualquer generalização esteja sujeita a restrições, pode-se dizer, groso modo, que todas as religiões do tipo arcaico empenham-se em garantir e perpetuar a ordem existente,o status quo vigente. Em todas ou quase todas, no entanto, tinha-se a consciência de que esta ordem atual – ordem do cosmo, da natureza, da sociedade, das instituições- não existiu desde todo o sempre, ab eterno,mas se formou de uma vez por todas em um passado,mais ou menos distante, que se pode chamar “o tempo do mito”, o qual confere à ordem existente seu valor sagrado e imutável. Pois bem, foi daquele tempo, qualitativamente diverso do tempo profano, que surgiu, mediante a ação de seres extraordinários, a grande transformação das coisas , a qual acabou por lhes autorgar o estado atual. É mister, todovia acentuar mais uma vez que tudo quanto existe possui suas raízes naquele mundo ambivalente dos começos, um mundo integralmente diferente do atual. Eis o motivo porque, no tempo presente, para consolidar vez por outra a ordem permanente , ameaçada pelo desgaste do tempo profano, é preciso recorrer ao tempo do mito, reatualizando-o com toda a sua desordem primordial,para fazer ressurgir o mesmo e , de novo, a ordem permanente. Donde se conclui que a ambivalência do tempo do mito, condição da ordem e fonte da sacralidade ,mas simultanenamente, desordem ,o- revorso da ordem atual (no bem ou no mal, paradisíaco ou mosntruoso, se não ambos ao mesmo tempo),é um estado de imperfeição , um estado simplemsente não-humano. Pois bem, as personagens que agem nessa ambivalência são igualmente monstruosas e imperfeitas,mas que se constituem simultaneamente nos agente sobre-humanos da transformação criadora de que surge a ordem atual. A ambivalência do herói mítico, seu lado luminoso e sua face escura, essa notória complexio opositorium fazem parte integrante,ipso facto, do todo de sua personalidade,plasmada illo tempore,´no tempo das origens. E é como agente e garante da trasnformação criadora , de que surgiu a ordem existente no mundo atual, que é também no fundo , obra su9a, que o herói está sempre pronto para defender o status quo vigente.

A propósito deste esforço das religiões arcaicas em garantir e perpetuar a ordem existente , talvez não seja fora de propósito acrescentar que ,para K. Kerényi , bem assim,com mais prudência, para Brelich, os deuses são efetivamente as formas sobre as quais uma determinada civilização politeísta organizou , por articulação , a ordem qu9e essa mesma cultura quer que seja permanente em seu mundo. Experiência e criação- ambas historicamente condiconadas- não se separam jamais nitidamente,pois que toda experiência já é criação e toda criação se fundamenta na experiência. As divindades não são realidades simplesmente descobertas e passivamente contempladas ,mas sobretudo formas impostas por uma cultura ao próprio mundo. Com todos os tipos particulares de culto, incluindo-se neles a narração de mitos, uma religião visa a reafirmar e consolidar e plasmar os deuses , que não são imortais simplesmente porque a própria realidade é permanente, coisa aliás, discutível,por isso que é diversa a realidade de cada cultura,mas que devem ser imortais, na medida em que uma civilização religiosa do tipo arcaico almeje que o mundo conserve a ordem e a forma constituídas por essa mesma civilização. A tendência conservadora, característica das religiões antigas ,é a fonte e a garantia da imortalidade dos deuses.

Os heróis esses hemitheoi, semideuses, mais próximos dos deuses que dos homens ,esses indispensáveis intermediários entre os mortais e os imortais, tiveram também por função manter o status quo, apregoar a imortalidade de seus pais e defensores divinos.

- Junito de Sousa Brandão, In, Mitologia Grega III, Introdução ao Mito dos Heróis).
Texto resumido por Thiago Oliveira

A Serpente nos cultos Helênicos




Você tem medo de cobra? Talvez você não tenha reparado, mas a figura da serpente está presente no culto à vários deuses. Quando você parar pra pensar nisso , provavelmente se lembrará da figura de Apollon, certo? Mas não é só o deus iluminado que tem a serpente como atributo. Hermes, Deméter, e até mesmo Atena e Asclépio têm a serpente como símbolo e animal sagrado. Deuses diferentes, com atributos e dons tão díspares mas com um símbolo comum. O que será que a serpente significa ?
O medo e o asco com relação às cobras não e algo natural. Na linha de tempo da humanidade, apareceu junto com o Cristianismo e suas interpretações para a gênese do mal na serpente que tentou Eva, a segunda mulher de Adão; segundo alguns a serpente é a própria Lilith, mulher primeira do mesmo Adão, segundo os evangelhos apócrifos. Antes da Idade Média e a perseguição aos cultos pagãos e politeístas de forma geral, a serpente não era vista tal como é: temida e ameaçadora. Era uma animal de grande poder e simbolismo. Provas disso podem ser atestadas quando se observa as obras e simbolismos das tradições Xamãs e Alquimistas.
Nos tempos pré-helênicos, a serpente era representada fundamentalmente na figura de deusa Python. Python, a grande serpente era filha da Terra sem pai. A sua representação mais conhecida está no mito do nascimento de Ártemis e Apollon. Python simbolizava o aspecto profético presente do Oráculo de Delfos, até então controlado pelas Pithonisas, as sacerdotisas do Santuário; mesmo após o santuário ser invadido pelos Sacerdotes de Apollon, as Pitonisas continuaram como sendo as donas do santuário, que agora pertencia à Apollon Puthios (ou Pythian,que significa assassino de Python). Por que Apollon matou Python todos sabem. Mas o fato fundamental aqui é o simbolismo dessa antiga deusa. Python nascera após o Dilúvio, da lama da Terra. Como tal vivia sob a terra e portanto conhecia todos os segredos da Terra. Segundo alguns historiadores , as Pitonisas recebiam o oráculo pela inalação de odores que vinham das entranhas da terra e que deixavam a Sacerdotisa em estado alterado de consciência. Era durante esse estado que as mensagens eram recebidas.
As representações e cultos mais antigas referentes às Serpentes e os deuses que a têm como símbolos, remotam a região agrária. Basta lembrar que é a serpente que come os ratos , praga das plantações de milho. Não é mesmo? Aqui reparece a figura de Apollon, o guardião das safras. As serptentes são répteis rastejantes ,até aqui nenhuma novidade, certo? Mas o que simboliza mesmo a terra , Géia ,qual seu simbolismo? Segundo Demócrito ,o primeiro filósofo a estabelecer uma divisão dos elemtentos , a terra é o elemento denso, é a matriz de todas as forças da natureza e também é o resultado da soma de todas as forças da naureza. Como elemento fixo e denso é de onde vieram todas as coisas, mas também é o resultado de todas as ciosas juntas. A terra é o arcano da sabedoria ancestral, do conhecimento psíquico e do auto-entendimento. É o incosnciente escondido em nossas mínimas ações. Onde vivia Python ? Nas profundezas! Coincidência ?Não. A comparação a analogia é a base do pensamento organizado.
Deméter, Cibele, Réia e Géia têm a serpente como símbolo. Ela é por excelência o glifo mais coerente com as forças da terra, pois abarca em si todas a potências. Não vê, assim como a terra, não sente cheiro ,mas têm em si as forças vitais que fazem com que se possa ouvir e sentir o cheiro. Em Deméter , a serpente afigura o dominio da terra, a capacidade de manipular as coisas para o benefício de um número: a transmutação. Da mesma forma pode-se interpretar a serpente em Cibele e Réia. Em Géia serpente é afigura que guarda em si os filhos em crescimento, para protegê-los do mundo e logo após os devolver fortes e imponentes sobre a sua própria superfície, assim como algumas espécies de serpentes que são ovovivíparas e retém os ovos dentro dos seus corpos até estes se encontrarem prestes a eclodir.
Na tradição xamã, a cobra/serpente tem uma vasta gama de simbolismo. Pode significar desde a sensualidade até a cura. Apollon tem a serpente como símbolo de força , sabedoria e superação, e Asclépio , seu filho , que interessara-Se pelos dons da cura após ver uma serpente se regenerando após ter sido morta pelo mesmo, então pegou-a e fixou-a em seu bastão , que então tornou-se seu símbolo, a cura e de regeneração. Ao se falar nas serpentes de Asclépio, não esqueçamos também o divino caduceu de Hermes , que a propósito , foi-Lhe dado pelo próprio Apollon.
Diferente do Caduceu , o Bordão de Asclépio apresenta apenas uma serpente. O Bordão de Esculápio simboliza as artes curativas, combinando a serpente, cuja mudança da pele é símbolo de renascimento e fertilidade, com o bastão, símbolo da autoridade digna do Deus da Medicina. O caduceu aprensenta duas serpentes. Tais serptentes representam os pilares cósmicos do universo e portanto forças complementares (daí as serpentes se enroscarem ao longo do caduceu). As duas serpentes de seu caduceu eram a Agathe Tyche e o Agathos Daimon, a boa Fortuna e o bom Espírito Na tradição Alquímica, ambas as serpentes representam o aspecto e a polaridade feminina do universo , com sua energia fértil e maternal, a passo que príncipio masculino é simbolizado pelo bastão , o poder viril e fecundador, vivificante. O arauto dos deuses por diversas vezes aparece como apaziguador de desavenças. Na Índia, as duas serpentes representam as ascenção da Kundalini. Hoje o caduceu é o símbolo das ciências contábeis, e Hermes não é justamente o deus do comércio e dos ladrões (não foi ironia, apenas uma observação). Hermes tem a serpente como símbolo do equilíbrio e das pontências opostas do universo , que ele apazigua por vezes. É o caminho do meio, o destino. O carro no tarô de Marselha.
Mas, e Atená ? A serpente te Atená pode parecer óbvio, símboliza a sabedoria,certo? Não exatamente. Como já se foi dito , as serptentes se relacionam ao elemento Terra porém , Atená não está sob seus auspício , e sim no ar. Em Atená , a serptente afigura a habilidade, assim como Hermes de conduzir as estratégias de forma sábia, para se chegar sempre ao sucesso (não exatamente na vitória ,por vezes). É a artimanha, a destreza do pensamento organizado e inteligente. A defesa, pois assim como a deusa, as cobras apenas defendem a si mesmas e a seu território.
Não se pode esqucer Dioniso. Serpente = Dioniso = sexualidade, certo? É.. talvez sim, mas não exatamente. Dioniso é o deus da transmutação ,da evolução. A serpente, no culto à Dioniso é símbolo é a somatória de todos os significados precessores. É a cura , regeneração e transmutações, pois ele é o duas vezes nascido; é a sexaulidade e a fertilidade, pois a ligação dEle com tais aspectos é inegável. É a sabedoria e o equilíbrio ,pois é a síntese fundamental das polaridades da natureza.
Talvez ao fim desse texto você ainda tenha medo de cobras. É compreensível; também tenho. Mas ao menos as verá sob uma nova forma, mais respeitosa e consciente. Mesmo que não goste das sujeitas , as respeite como qualquer ser da natureza, afinal .. nunca se sabe , não é mesmo ??
Fiquem na paz dos deuses.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Acrobata da dor

A corda balança
Atravesse na faixa
e entre
a porta aberta
A chuva entra
e o homem
c
a
i...

calado e mudo no meio do mundo.

Configuração

A poesia não pode ser justificada.
descre
cresce
repete
Escorre,
encerra o vício fúnebre da linha reta.

Corre
Discorre
recorre
em linhas
traços
rabiscos
riscos e avisos.

A poesia não cresce,
evolui
flui
recua
vai até a Lua
flutua...

A poesia não pode ser justificada
quebra a cisma prosáica
reverbera
ecoa
voa
pula
urra
geme
treme
urra
inexiste.

usa
abusa
denuncia
recria.

A poesia é.
e
desce
d
e
s
c
e
para o fim e além...

Corredor

O tempo escorre
como um fio

começo
meio
fim

e
s
c
o
r
r
e
...
.
.
.

escorre e desce pelo ralo...

Versos de Labirinto



A cada gota que desce
caem dos olhos sentimentos
risos, sonhos e lamentos
rumo à uma fonte sem fim.

E no viver dos casos
entre amores , beijos ,abraços...
Não me esqueço de teu toque
assim .. macio, frio e quente em mim.

De cada beijo há de ficar um sonho
e de cada lamento há de ficar a esperança
de ao ver-lhe os ombros
por certo vais voltar aqui.

Nem sei se sou eu quem sinto
mas vejo que a cada percepção aqui dentro
Tecer-se mais lamentos;
E multiplicam-se os ais.

Amor... até um dia.
Até nunca mais.

Canção de Despedida



Creio cada vez mais
que os dias vão passando;
eu , a cá , esperando
os abraços teus
que sequer um dia foram meus.

Foram-se os anos
Chegam-me os ais
E de todo que passamos
Nada resta mais.

O suor que escapa à tua tez
Há muito levou minha lucidez
e dos dias que se vão
Já não vos devo nada mais.

Cala ante meus pés
e frente-ante-revés
Saibas tu, que os céus
Já não são mais azuis.

Os homens já não nascem nus
E de dois que éramos
Somos poucos.
E não há nada além do sul

Diálogo: O Efêmero


Eu:
Pronto , Hebe*
Aster:
(risos) juro que estou quase chorando de tanto rir
Aster:

mas eu prefiro Madonna
Eu:
bem.. se você diz... eu prefiro o Aster original
Eu:
sem máscara, plástica ou maquiagens
Aster:
olha...
Eu:
sei que tem um ponto de brincadeira no que você disse
Eu:
mas quero te falar uma coisa
Aster:
fala
Eu:
o que importa não é a aparência, mas o sentimento,o que se pode provocar. Pode-se conviver com uma pessoa de aspecto físico feio,mas uma alma sebosa é impossível de se suportar. E suas palavras dizem que você se encaminha rumo à isso.Segundo o Guaita o primeiro sinal da manifestação do mal no homem é a feiúra,depois a decriptude. Você está já no segundo sem ter passado pelo primeiro , o que é pior.
Aster:
mas eu nao disse que sou, sequer passo perto de ser feio, só quero preservar minha beleza.
Aster:
e nao tenho uma alma sebosa; quem me conhece sabe disso. Só nao suporto a velhice. O que há de errado nisso?
Eu:
Há que a essência foi esquecida.
Aster:
se eu pudesse , parava o tempo para nao ter que envelhecer
Eu:
Um dia você vai morrer. Viver é bom e perigoso, mas morrer é inevitável. Tempo e morte estão lado a lado , seja no Tártaro , onde reina Tanatos e ond Chronos é preso, seja nos cesto de dádivas,onde elas vêm para todos, bons ou não.
Aster:
morrer?????
Eu:
sim
Aster:
isso é coisa q se diga a uma pessoua como eu?
Eu:
é sim. Quer que eu minta pra você ter uma vida feliz e anestesiada das dores do mundo ?
Eu:
Não o faria jamais.
Aster:
(irritado)
Eu:
poupe-me. Se você julga que seus amigos são aqueles que te deixam anesteiado diante das adversiadades da vida , acredito que algo está errado em suas concepções. Ser amigo implica em ser rude e ferir fundo às vezes ,pra que coisas erradas não aconteçam
Eu:
Talvez você ignore o que disse agora, mas um dia vai ver e vai ser tarde demais




* Hebe, filha de Zeus e Hera, deusa da juventude,

Aquela que serve a ambrosía nos banquetes dos deuses

Natureza Decomposta


Ao passar dos dias
quando revejo meus passos
entre devaneios e sonhos
revisto a caixa de retalhos
os tons pastéis
e os lápis decompostos
retratam o passar dos ares
e o sair dos cadáveres,
Acho que sou feito de miragens
tal qual um universo todo holográfico.
a hora do chá não existe mais.
E dos dias só me sobrou o caos.

Ao passar dos Passos

Eis que ao passar do passos
que nos resta
senão
olhar pela fresta da porta da geladeira
e contemplar
um homem sem sapatos ?

Elegia para um dia de Chuva




Aqui dentro chove e faz frio.
No ir e vir dos passos
o salão perde seus compassos
e meu coração chora;
sofreguidão.
Ah quem me dera poder executar aquela valsa
e encher de cores o correr do coração;
um mundo de aliterações.
Ainda mais bela é a sinestesia
que me rouba as sensações;
de forma egoísta e emblemática
me faz ver os cheiros que são teus
e apenas teus.

Ah quem me dera se tu soubesses o quanto eu te amo;
mas melhor seria se tu de forma semelhante também me amasse.
Quem me dera não ser tão humano.
Não , não amasses meu coração.
Do meu amor por inteiro ,
dei-te meio a meio,mas no fim... meio não a meio.
Medo.
Que coisa estranha esse não passar de segredos.
Misturam-se cores e sinfonia
Que ingrata ironia
o passar dos dias
em que me vejo
sem você
calo.

João Pessoa , 11 de Abril de 2008

Ensaio sem entradas

METAMORPHOSE
METAMORPHOS
METAMORPHO
METAMORPH
METAMORP
METANOR
METAMO
METAM
META
MET
ME
M
ME
MET
META
METAM
METAMO
METAMOR
METAMORP
METAMORPH
METAMORPHO
METAMORPHOS
METARMOPHOSE
ESOHPROMATEM
EMATMOROFES
..................no giro louco do mundo
MUDO

SILENCIO

O diário de uma vida mora V

IDENTIDADE
IDENTIDADE
IDADE


IDEM
TER
SER
FAZER
SER
SER
SER
IDENTIDADE
IDENTIDADE
TI
IDADE
CIDADE
C E P
IDENTIDADE
IDEM
SER...
TER...
CERTEZA

Diário de uma vida morta II

LOUCURA
LOUCURA
LOUCURA
CURA
LOU
LOUCO
OU
CURA
LOUCURA
CURADO
CURADOR
OU
CURA
OU
DOR

CURA
LOUCURA
PURA
DOR
COR

Diário de uma vida morta I

AMAR
AMAR
AMAR
AMAR
MAR
A R
AR

AMAR
AMAR
MAR
AMOR
DOR
DOR
AMOR


SOFRER
DOR
SOFREDOR

AMAR
AMAR
AR
AR
AMA
MAR
DOR

AMADO
AMADO
AMA
MAR
AMADOR
DOR
DOR...

Ao sair das portas: os portais

No dia em que os sóis se escondem de nossa vida e tudo que brota perde um pouco da poesia dos dias eu resolvi que tudo estaria pronto. Acordei cedo. Sentei no meio do jardim,sobre a velha pedra onde ,outrora Marília sentava e tomava seu café. Refleti sobre o passar dos dias. Minha face já não era aquela a que havia me acostumado. O espelho cruamente mostrava o passar do tempo e as batidas do relógio se faziam cada vez mais evidente em meus dedos.Tomei meu café . Fui à sala e sentei-me. É... as ciosas não era mais como antes. Sobre o grande espelho da sala um bilhete delicademente embrulhado em um envelope gorduchinho de papel reciclado. O que faria ali ?? Desde a ida de Marília não me acontecia nada de incomum... era ela quem iluminava o dia com seu sorriso. Mas Marília já se fora e agora só me restava e eu aquele cara velho refletido no espelho.
Abri-o. Em letras douradas estava escrito " um moinho de versos , movido à boêmia , há de vir um dia quando tudo que eu diga seja poesia". Ah... ela havia me preparado uma armadilha. Ela sempre lia os livros do Leminsk e me jogava na cara o passar dos dias que tanto me amedrontava. Fazia-o de forma tão poética que meu peito esperava por aqueles momentos de sadismo. E agora ... por quem chamar ? Como pronunciar seu nome ?? Será que o espelho me revelaria a sua presença possível ,por detrás daquela película misteriosa ?
Chega de pensamentos. Vou-me embora ao trabalho.

Espelhos

O retrato que havia me deixado coloquei-o frente e no centro da sala. Há anos estava lá. Já não me dava conta de que ele era um objeto por si próprio. Agora, como os momentos de solidãose prolongavam , cada dia mais conversava com o sujeito pintado sobre o tecido,o qual jurva como vivo , e de certa forma (por quê não ? ) uma visita amiga.

Março de 2008

A Decisão

Tenho a tenra sensação de que estou derretendo. A poeira dos dias já se foram e agora a chuva nos banha. Fui à praia ontem a noite. Em meio à lua e seus encantos vi relfetido no chão totalmente tatuado com as poesias que havia escrito a pureza dos olhos de Marília. Resolvi que era findado o momentos de choros. Seria eu como a lua. Cada fase um momento novo.
Recomeçar como Jesus Cristo , ou ,particularmente, como Dionísio.
Minha primeira atitude: estancar as feridas. Recompus-me; vesti os sapatos que há muito não ousava. As calças verdes eram uma boa opção ,mas certamente seriam um tanto ... extravagante. Concordo que seria uma nova vida, mas ,para um homem da minoha idade, não admitiria excessos e extravagâncias desnecessárias. Estava resolvido a fazer o que queria,mas respeitando a tudo que sou. É chegada a hora de começar.

- Março de 2008

06/Elaphebolion

Minha solidão não é o resultado daquilo que escrevo; o que escrevo é resultado da minha solidão. Escrever é sofrer. Dilatar-se e reter a gravidez sem útero e inorgânica dos dias. Sentado. No chão, um homem pensando é apenas um homem pensando.Guarda em sio mesmo silêncio da eternidade ou dos intantes que antecedem o caos original.

Ao Deus dos Mares


Poseidon
que reinas nas profundezas do mar infrutífero
ao lado de Anfitrite, tua esposa e consorte
a quem raptastes às margens do lago.
óh, Poseidon, nas profundezas do mar onde reinas absoluto
eu te peço que cubra meu corpo com o salgar das águas que é vosso manto
e me protege das tempestades neste barco que é a vida.

Que na minha mesa não falte o peixe que é vosso símbolo
e a cada dia eu me lembrarei de ti
e de teu tridente balançando a terra.
Oh, deus escondido nas algas salgadas
faz-me grande perante os obstáculos
e sempre que eles se mostrarem maiores que eu
faz-me forte , e derruba-os ao meu lado
com teu tridente empunhado.
Graça à ti, òh, Poseidon,nas profundezas infrutíferas do mar
e nas alturas gloriosas do Olimpo.

Hino à Senhora das Feras


Oh Ártemis
Senhora desta lua que reinas sobre o céu escuro
dia e noite adentro
eu canto a ti,minha Senhora
nas mais altas montanhas.

Que meu corpo seja um reflexo da tua força
e que , respeitando os teus princípios,
eu seja sempre nobre de caráter.
Que eu ,tendo inimigos
não me possam eles lançar mal algum sobre mim
pois a tua voz é meu escudo
e a tua flecha o meu juramento.
Sede comigo ,assim como eu sou conigo
Senhora dos bosques, caçadora dos males
e eu te honrarei em todas as minhas canções

Hino de Aidoneus




Hades , de cabelos escuros
que vives na morada sombria da Noite,
nas entranhas da Terra;
Tu que agracias os homens com os tesouros do Vosso mundo
e os guarda justamente no calor do Vosso reino
eu honro à Ti , óh deus dos povos já idos.
Tu que governas nas profundezas
junto com a adorada Perséphone
cuida de mim para que na morte eu esteja protegido das mazelas do mundo
e em vida eu esteja nos braços da riqueza
que são os metais que correm nas veias da terra, tua morada.
Agracia-me e eu não me esquecerei de ti.

Magia do Caos: Esclarecimento

Esclarecimentos sobre o sistema de Magia do Caos



Pela mundo da magia e da não magia tem-se divulgado uma crença errônia acerca do que seria o caos. Em si o caos naõ é nada mais que a matéria em si, sem qualquer forma, a primeira manifestação de vida. Sendo assim , or meio de sua vontade o magista trabalha nessa massa a realização do seu intento.

O que se diz é que o Caos é o oposto da ordem , e portanto algo de baixo nível e maligno ,ao passo que a ordem é a suprema caracterizaçaõ do bem e da justiça divina. É preciso lembrar que , em todas as cosmogonias, o caos é a base da criação e tal qual a lei de Hermes[assim em cima, também embaixo, base dos preceitos herméticos] , o magista utiliza-se do caos que cria ou que assimila pra dar forma a seu intento da mesma forma que Deus/deuses criaram este mundo(s) .
"Na Magia do Caos, crenças não são vistas como fins em si, mas como ferramentas para criar os efeitos desejados. Entender isto completamente é encarar uma terrível liberdade na qual nada é verdadeiro e tudo é permitido, que é o mesmo que dizer que tudo é possível, que não há certezas, e que as conseqüências podem ser desastrosas. A gargalhada parece ser a única defesa contra a compreensão de que não se possui sequer um Eu real. "

" O Caoísmo proclama a morte e o renascimento dos deuses. Nossa criatividade subconsciente e nossos poderes parapsicológicos são mais que adequados para criar ou destruir qualquer deus ou Eu ou demônio ou qualquer outra entidade espiritual na qual possamos acreditar ou desacreditar, pelo menos, para nós mesmos e, às vezes, também para os outros. Os resultados freqüentemente aterradores alcançados pela criação de deuses através do ato de comportar-se ritualisticamente como se eles existissem não deverá conduzir o mago Caótico no abismo de atribuir realidade definitiva a qualquer coisa. Este é o engano transcendentalista, que leva a um estreitamento do espectro do Eu. O verdadeiro terror reside no leque de coisas que podemos descobrir que somos capazes de fazer, mesmo se tivermos que temporariamente acreditar que os efeitos se devem a algo externo para que possamos criá-los. Os deuses estão mortos. Longa vida aos deuses. "

As entidades invocadas , constritas ou conjuradas na magia do caos e em outros sistemas semelhantes em si não são negativas ou de baixo escalão , mas sim criaturas a serviço do mago, desde as qlipoth, qsydjinn, demônios,sereias ,elemtentares ou inteligências angélicas, todos fazem parte de um mesmo conjunto e diferenciam-se apenas por suas especialidades (elementares na forma criada, sereias sobre o mar, musas na inspiração , qlipoths nas atividades diárias, djinn nas mudanças da vida e nos desejos e assim por diante).

Magia do caos não é magia maléfica. É apenas magia. O que traz beneficíos ou maléficios é o emprego dela de forma responsável ou não pelo magista. Espero que tenha sido compreendido e aplicado a todos os ritos aqui aprensentados e desevolvidos. Ademais agradeço a atenção de todos.

Pequeno Ensaio Concretista




AMOR
AMAR
- MAR
AMA-
AMADOR
AMARGOR
AMARGO AMOR
AMAR-- MAR
LUAR
PESCADOR
------DOR
AMOR [?]



Onde estão as estrelas cadentes
a que tenho direito ???
Decadente ...

Selené

Antes de dormir
plante um pouco de afeto
converse com a brisa suave
que é o beijo da noite
Faça vestidos de estrelas e bordados nas plantas.
ame.
seja.
ame o mundo.
Seja si mesmo.
Colha um beijo carinhoso da lua
e seja uma dama;
viva um instante de tristeza
e milhões de felicidade
e não se esqueça:
tudo passa

o Segredo do Yod


O SEGREDO DE YOD



Yesod é a fundação, a aliança, a base da nossa mente inconsciente, que é o alicerce de nossa personalidade. Seu nome deriva do verbo isd “lançar o fundamento, destinar, designar, apontar, empossar”, ou “ser fundado, ser fundamentado”, e ainda “associar-se, conspirar”. É a nona sefirot, sendo também o receptáculo das emanações de Ein Soph que passaram por todos os estágios representados pelas sefirot de Kether até Hod e que irão ser despejadas no nosso mundo por meio de Malkhut.Nesta sefirah estão as características da maleabilidade e das fantasias. Pode ser um mundo enganador, onde a virtude básica é a independência. É a força que dá vida, mas pode ser a noite negra da alma.

Yesod localiza-se no pilar do meio, opilar da compaixão. Alguns cabalistas o chamam de Yesod Olam, a “Fundação do Mundo”; Ela também é chamada de Zaddiq, que significa Ser Justo. É a “axis mundi”, o Pilar Cósmico.

O canal para nos conectarmos à Yesod é Joseph e no corpo Yesod relaciona-se com os órgãos sexuais.No Zohar ela é tão intensamente associada ao falo e ao sexo, que despertou suspeitas em alguns cabalistas. Gershom Scholem disse sobre ela : “da profundeza oculta desta sefirah ,a vida divina transborda no ato de procriação mística.

O signo sagrado da circuncisão é a prova para o cabalista de que dentro dos limites da lei sagrada tais forças têm seu lugar legítimo.O falo e o erotismo recebem, implícita ou explicitamente, importância em praticamente todas as religiões, inclusive as três maiores: a literatura mística de cristãos e mulçumanos é abundante em metáforas eróticas, e no judaísmo, um dos ritos centrais que expressa a aliança entre Deus e o povo hebreu ,concerne diretamente ao falo: a circuncisão, que os cabalistas consideram adscrita à esfera de Yesod. O próprio nome desta sefirah deve ser interpretado ,segundo eles, como “o segredo(hebraico: sod) do Y, isto é, do yod, primeira letra do tetragrama sagrado YHVH. De acordo com essa leitura, o segredo de Deus é a sexualidade.

Uma das grandes descobertas de Freud relaciona-se ao papel central desempenhado pela sexualidade, e pelo falo em particular na vida psíquica do indivíduo, de ambos os sexos. É por meio do Complexo de Castração (Ter falo ou ser castrado) que o ser humano, terminando o Complexo de Édipo, reconhece-se como homem ou mulher e ocupa seu lugar na sociedade. Na interpretação Lacaniana, o pênis é visto como um significante primordial. É graças à ele que a rede de significantes que constitui a linguagem pode subsistir. O mesmo acontece com Yesod, que é a estrutura sobre a qual se apóia toda a Árvore da Vida.

Na análise Lacaniana, o falo não faz parte da rede de significantes, anão ser como um elemento de falta, um significante impossível de existir. Trata-se do significante capaz de representar o real.A afirmação do indivíduo como homem ou mulher depende da identificação entre o sujeito e o tipo ideal de seu sexo, representado pelos respectivos genitores. Neste momento é preciso que o menino e a menina rompam com a idéia de que o pênis é o falo. Para a menina isto é mais simples, já que ela não tem pênis. O acesso do homem ao gozo (que segundo laçam é a experiência de separação entre aquilo que se imagina ser e o que de fato é) é barrada pela crença de que o pênis é o falo , e o homem empaca ,pensando que só pode sentir prazer por meio do pênis, quando o pênis é apenas um desses mecanismos. Por esse motivo, muitas disciplinas místicas baseadas na sexualidade insistem que , durante a relação sexual o homem não deve permitir a ejaculação. Essa mesma advertência pode ser observada em inúmeros textos cabalísticos, principalmente os textos do Misticismo Merkabah, onde abster-se de ejacular ,além de total abstinência sexual , como forma de conseguir ou alcançar a visão do Carro Trono de Deus.

Yesod é a esfera da Lua. Devido à força inimagináveis dos princípios de vida presentes em Yesod , os deuses e heróis titânicos podem ser relacionados com esta sefirah. Os deuses e deusas lunares são também atribuídas à Ela. A imagem mágica de Yesod é a de um homem vistoso e nu; sua cor é o lilás brilhante ou azulado, a cor ligada à espiritualidade; a chama violeta.

A sefirah de Yesod é habitada pela ordem dos anjos ,que os judeus chamam de Kerubim, os Seres Fortes. Na literatura cabalística Deus criou 72 anjos , ou gênios ,constituídos por nomes dEle. O príncipe desta ordem é Gabriel. É ele quem coordena e orienta o trabalho dos anjos pertencentes à esta ordem.Sob sua guardam estão oito nomes sagrados ,que são os Kerubim: Damabiah, Manakel, Ayel, Habuhiah, Rochel, Yabamiah, Haiaiel e Mumiah. Estes são os anjos mais próximos da humanidade.São os 8 últimos nomes de Deus. Gabriel vem de Gibor, que em hebraico significa herói.

De Gibor vem Gebher, humanidade. A terminação “el” do seu nome significa Deus. Portanto o nome de Gabriel pode ser entendido como “Herói da Humanidade” ou “Humanidade de Deus”.Em Yesod o nome de Deus é Shaddai El Chai, o Todo Poderoso Deus Vivo. Ele é a fonte da vida eterna, protetor de todas as criaturas vivas contra as tribulações.É este o momento em que o mago saberá que se deve continuar sua jornada sozinho, pois não precisa mais dividir seus sentimentos no plano físico nem no plano mental,restando-lhe ainda um longo e árduo trabalho.

Minueto Para Nós Dois


Hoje. Segunda-feira; são 02h: 36 min. Vinte e dois de novembro de dois mil e sete... Em breve você estará embarcando rumo à sua nova vida nova. Na televisão ligada nada me chama. Não pertenço àquele mundo onde habitam os homens e mulheres; é muito real, e minha realidade é sonho, fantasia e ficção. Nada mais me importa. Desde a incômoda hora em que sonhei com aquele Serafim acordei... e só o instante de agora pode me importar. Só o instante possui significado próprio.Nada que não seja vida me assusta. A inorgância me amedronta e do escuro eu me escondo.Fico aqui, frente à televisão vendo os vultos sob o tic-tac dos ponteiros do relógio.

Em meus olhos desfilam memórias e lembranças de pensamentos, sonhos e palavras. Penso que passei a vida a criar deuses e sonhos do modo que era necessário e conveniente à mim; da mesma forma os destruí, um a um ... As lágrimas caem e despejam-se sobre as páginas do livro da minha vida. Nele estão suas fotos. É necessário. O amor também carece de dor e sofrimento. E a natureza (ou seria a poesia? )é tão caprichosa que a única palavra que me vem à mente para rimar como amor é a própria “dor”... Quero mergulhar fundo neste abismo. Não desejo a altivez ou o status. A glória da queda, eis o que em verdade desejo. Só a queda pode me libertar.

A vida é nada senão uma liberdade reprimida. Desejo vida , vida livre e liberta de tudo que possa me ser ostensivo e perigoso. Eu amo o ar porque o ar é livre. É ele quem nos une. A liberdade pode estar em qualquer lugar , disse-me o Marquês. Hoje encontrei a minha dentro destas palavras.Sinceramente, meu desejo não é de ser adorado pela profundidade do que digo. Desejo a queda, o âmago.

Lá é muito fundo , escuro ...e tenho me privado de perigos. Porém , não tolero ser silenciado. Mas me surge uma questão ... “será que o silêncio ,apesar de sua condição , em algum lugar no universo , da vida , do mundo ..pode ser recebido com um grande grito de socorro ? “Volto aos meus pensamentos originais e legítimos.Sua imagem não me sai. Nada que não seja você conseguiria me atrair agora.

Aqui é frio.

O galo canta , mas eu só sei cantar saudade. Meu coração comprime-se de tal forma que meus olhos choram ,mas em verdade o que me dói é o sangrar de meu coração. Acredito que sua nova vida nova já tenha começado ..agora eu vejo melancolicamente suas fotos em minhas mãos ...saudade.

Uma vida nova com passagem aérea e hora marcada ...coisas da modernidade.

Anseio por ti. E o que quero te dizer só você irá ouvir .

A Mercabá e o Misticismo Judáico

O que é um místico? O misticismo?
O místico é toda pessoa que busca uma experiência direta com Deus (ou com os deuses) e unir-se a ele(s). Sabe-se que os primeiros místicos judaicos praticavam uma forma de misticismo conhecido como “MERKABAH”.
A palavra “merkaba” é um termo hebraico formado por justaposição de três termos:
* MER significa luz;
* KA significa espírito;
* BA significa corpo.
A merkaba é o veículo de luz. É através dele que o homem concretiza suas tentativas de contato místico com a divindade. É um campo de luz que gira em sentido contrário, afetando assim de forma simultânea o corpo e o espírito. É dessa forma que ela permite a viagem através das dimensões e realidades.
A merkaba é uma energia advinda do Deus-Criador e portanto não pode ser qualificada. Ela é constituída inteligência combinada dos 24 anciãos, os Deuses de Mudança . A função da Merkaba é avaliar níveis de consciência e inteligência, bem como possibilitar o acesso a níveis superiores dos mesmos. É através desse mecanismo que o homem pode chegar a ter um contato com a divindade.
A prática da Merkaba fornece subsídios para a fusão mística com Deus.Como fazer isso ? Através das ações. O homem tem o poder do livre arbítrio, e é através de suas escolhas e atitudes que ele colore a sua alma e permite-se ou não chegar ao encontro do divino Criador. Em hebraico a merkaba é traduzida como “carruagem” ; isto devido à experiência mística do profeta Ezequiel do carro-trono de Deus, ou seja, da Merkaba. Durante séculos os místicos judaicos tentaram reproduzir esta experiência
A prática da Merkaba conciliada à meditação e exercícios posturais e respiratória( quase Yoga) perdurou durante muito tempo no misticismo judaico, aproximadamente até o segundo século antes de Cristo. Estas práticas permitiam (isto é uma especulação) ao místico ascender e descender a diferentes níveis ou dimensões de realidade. Um fato importante é que a Merkaba não funciona sozinha. Ela é uma máquina, um veículo ,mas só pode movere-se por meio da compreensão do Amor-Divino, também chamado de Amor Incondicional. É através do conhecimento e utilização do amor do Deus que o homem ativa a Merkaba.
A visão do carro-trono de deus, por Ezequiel, e demais experiências com a Merkaba forneceram as bases para a tradição mística que se conhece hoje, mesmo com as alterações sofridas com o passar dos séculos. A merkaba é a primeira grande expressão que funcionará como base e fundamento às práticas do misticismo judaico: a kabbalah.

Animais de Poder, Xamanismo e Psicanálise


A concepção dos Totens, outro nome dados aos animais de poder, tem origem no xamanismo e práticas religiosas dos povos tribais, remontando à história primitva do homem, quando a sobrevivência dependia do conhecimento que o homem tinha do seu meio e de como ele podoeria se relacionar positivamente com esse meio, para que a vida do grupo estivesse garantida.

Essa relação foi transmitida atráves da cultura até os nossos dias e acabou por formar aquilo que o psicólogo Carl Gustav Jung veio a chamar de arquetipo. Jung definiu os arquetipos como entidades incogniscíveis e não diretamente representáveis, ma capazes de produzir efeitos observáveis em nível simboĺico. É justamente dessa forma que os animais de poder se relacionam conosco. De modo subjetivo, e muitas vezes inconscientemente, os animais totem determinam nosso comportamento, sendo parte da nossa personalidade.

No ano de 1910, Sigmund Freud concebeu a primeira teoria a respeito sobre o aparelho psíquico humano. Essa teoria concebia a existência de três estágios do psiquismo: inconsciente, pré-consciente e inconsciente. Esses três estágios estariam relacionados à maneia como nos comportamos e compreendemos o mundo. Sendo assim, o inconsciente refere-se àquilo que foge à nossa consciência, ou seja, aquilo o qual desconhecemos, pois está escondido em nossas entranhas, e está lá por determinação dos padrões sociais, que não os aceita. Podemos dizer que são os nossos desejos reprimidos que estão no inconsciente. O pré-consciente relaciona-se aos conteúdos os quais estão inconscientes, mas que podem ser revelados. É análogo a uma membrana, ou a uma cortina que pode mostrar aquilo que se faz necessário e permitido ver. O consciente é o meio de comunicação entre nossas percepções do mundo exterior e do mundo interior. É onde está localizada a percepção. Entre 1920 3 1923, Freud reformulou essa teoria inserindo três novos conceitos: id, ego e superego. O id é o reservatório inconsciente de nossa energia psíquica. É regido pelo princípio do prazer. É o que por vezes chamamos de vontade incompreensível O ego é o Eu. É nele onde as exigências sociais e as vontades pessoais são confrontadas, com as condições objetivas da realidade. O ego é regido pelo príncípio da realidade. O superego relaciona-se àquilo que podemos chamar de valores. Ele funciona como um controlador, do desejo em relação àquilo que consideramos com real.

No rito dos animais de poder, podemos observar a existência de três animais: um primário, um secundário e um terciário. O animal primário representa as nossas atitudes mais frequentes, é relacionado ao inconsciente está sempre presente em nossas vida e é constante. O animal secundário é a ponte entre a força e a razão. É o controlador assim como o superego e regula as exigências socias em contarparte às necessidades humanas e desejos. O animal terciário é aquele que representa como vemos o mundo e como nos comportamos diante dele.

Tomemos como exemplo o indivíduo que tem como animal primário uma coruja, secundário uma fênix e terciário um dragão. A coruja é simbolo da sabedoria, da magia e da visão, análoga à condição de primeiro animal ela representa aquilo que determina as atitudes. A fênix no posição secundária determina que o indivíduo tem um regulador duplo ( já que essa é uma das caracterśiticas do animal); é uma consciência que está aberta às experiências e seu comportamento e emoções são refeitas, renascidas com vigor. O dragão representa o modo como o mundo é compreendido e encarado. É uma pessoa que utiliza-se da intuição e do vigor emocional pra se relacionar.

A Jornado do Louco


ARCANOS MAIORES
- O TARÔ COMO SÍMBOLO DA JORNADA –



“Fase do meu canto teu eterno eco.”
(Adriano de Leon)



A vida não é uma escolha, mas uma condição de existência a que muitos chamam de dádiva e não deixa de o ser. Apesar de não se escolher viver o homem tem a possibilidade de escolher como viver.São as suas escolhas que dão origem e fim ao “caminho”.O caminho pessoal é confuso, inconstante e se mostra mutável aos nossos olhos por dois motivos simples: existe apenas um caminho para cada pessoal e isso implica que ele é o resultado das escolhas feitas por cada um de nós.O caminho não é bom ou mal, ele apenas é; a questão de levar a um bom ou mau lugar não é algo inerente ao caminho. O seu destino é determinado pelo indivíduo, a sua função é apenas levar,conduzir e ele leva.Isso é o caminho.
A vida humana não tem início no nascimento ,mas sim no ato sexual. Antes mesmo de nascer e povoar este mundo de belezas e contradições o homem já é uma centelha de vida, mesmo não ocupando um espaço por si só, necessitando do útero materno para sua existência ele é incondicionalmente vida. É o júbilo, o amor, que se traduz pela “loucura” que nos fornece a possibilidade do amanhã, a vida em potencial. Os amantes vêem no outro o amor eterno – e ele o é. O toque, o silêncio (ou a sua falta), cheiros e sabores...a loucura do amor. A poder criador e destruidor (tudo que criei hei de destruir) desta força que possibilita através da fecundação , a essência da vida. É aqui que nasce O LOUCO. O arcano 0.
O louco é o instinto,o produto do amor; é o gozo fecundador, a alegria primordial. É aquilo que será. Ele cresce. A barriga, o útero materno é aconchegante ,mas não o bastante. Está em hora de deixar de ser um recebedor das sensações maternas e por em prática a sua essência. É hora de nascer. Eis que nasce O MAGO ,o produto manifesto, ocupando espaço no mundo como todos os demais. Ele é a capacidade de melhorar,é a nova essência transformadora que se insere na família ,pois ele é a própria capacidade de transformar. O mago é a criança. É dele que se intensifica o desenvolvimento.Ele é a vida que rebentou o útero e agora sorri para A SACERDOTISA, a grande mãe. Ele é aquela que sustenta a vida com a magia de seu afeto. A reflexão. Ela se mostra como IMPERATRIZ, à delicadeza que sustém é a mesma força animadora universal. O poder de um IMPERADOR que traz a casa o sustento. Pois ele é a fonte, ele é o exemplo. Assim como a mãe é a imperatriz, o pai se mostra como O PONTÍFICE; ele é a ordem. Pai e mãe são OS AMANTES, em todas as suas faces. É a representação do amor universal. A amizade. A escolha, o início da jornada. Assim forma-se a família. Um núcleo firme e completo. O sagrado.
Os passos trilhados até aqui foram semelhantes, mas diferentes. Não existem caminhos iguais.Alguns se cruzam em algum momento da jornada. Mas eles sempre são diferentes. Caminhos paralelos, mas distintos. As dificuldades, obstáculos e sorte existente no caminho dependem das escolhas, e esta é uma questão pessoal, mas acima de tudo , individual.O CARRO é o mesmo, seja qualquer caminho. A direção que ele determina nada mais é do que decisão de seu condutor através dos atos e ações.
O equilíbrio da existência é não é um resultado, mas uma etapa do caminho; conseqüência da vontade. A JUSTIÇA. Não é a crença correta, mas a ação correta e a fidelidade aos ideais. Ser um EREMITA implica saber calar, pois as contradições do mundo na verdade são movimentos da mesma roda, A RODA DA FORUNA. A FORÇA do homem ao mover a roda é que lhe mostra a vida existente no caminho.O combate justo irá lhe mostrar que a vitória não reside em ganhar, mas em se manter fiel às suas crenças, respeitando seus próprios valores. Aparecem flores; a liberdade. O homem descobre a ousadia. A mesma ousadia que lhe traz o conhecimento e a felicidade também é aquela que lhe faz abrir os olhos ao ver o amigo ENFORCADO, dependurado no meio do caminho. O sentimento de impotência, a incapacidade de deter o movimento da roda da fortuna que ele girou.Só se ganha a experiência vivida. A resistência , a angústia dos homens e a inspiração dos poetas. A MORTE é o princípio transformador. A perda torna necessária a mudança. No mesmo momento do caminho aparecem duas imagens: anjo e demônio. A dúvida e a confusão. A TEMPERANÇA é o anjo que mostra o caminho não é linear;o equilíbrio é um processo , não resultado dele. O DIABO mostra a saída do caminho e exibe a posse como presente aos homens. Mas ter não é o caminho dos homens.O homem nasceu para voar mais alto e todo peso atrapalha. A vida é a busca pela leveza. O lugar do homem é A TORRE, a liberdade dos mundos, a transformação. O vôo é resultado das experiências, a liberdade, mas como a ESTRELA, haverão momentos onde o caminho vai se mostrar como uma sela que aprisiona e condena à solidão. Tal qual a estrela que brilha sozinha na noite...
O caminho se cruza com outro debaixo do brilho da LUA. Ela mostra a paixão que arrebata toda a solidão. Ela é o amor que coloca no solo uma semente.O SOL é a fonte de vida durante os dias. Ele é a luz que envolve a semente, quebra sua dormência e lhe dá o necessário para que ela prepare sua beleza para nascer em seu esplendor! Ela nasce e se mostra como a consciência de um novo mundo. É a mesma consciência que mostra o fim. O sol inicia seu movimento. O JULGAMENTO se inicia, ele é o júbilo, a determinação ,é o início dos resultados plantados ao longo do caminho. O MUNDO mostra que criar também é destruir.É preciso abrir espaço para que o novo nasça. É o fim do caminho enquanto aprendiz. Inicia-se uma nova fase. O caminho mostra sua face e percebemos que apesar de tudo , ele é essencialmente amor. A força que move os homens ao sacrifício. O sacrifício que gera uma nova vida; a permissão.
Aquele que era filho (a), agora é pai/mãe. Deixa de ser o pupilo e assume seu papel como sacerdote dentro da jornada, tal qual seu pai fez com ele. É o novo caminho, mas em essência o mesmo, porém com mais elementos. As mãos sempre estarão dadas. Os caminhos serão distintos, mas se posicionarão paralelamente em um mundo determinado pela vontade de cada um. Eu quero mudar. É o instinto que faz nascer a fonte transformadora. Surge um louco. O ciclo se reinicia...

Tipharet

BELEZA, EQUILÍBRIO E SACRIFÍCIO


Tipharet é a sexta sefirah da Árvore da Vida. Localiza-se no pilar central da Árvore, o Pilar da Suavidade; não tem polaridade, como Keter, Yesod e Malkhut, que também estão nesse pilar. Elas encarnam a condição de equilíbrio entre as duas forças opostas e de interação expressas nos pilares laterais.É esse equilíbrio que mantém o mundo.

Tipharet encarna a beleza como atributo. Localiza-se abaixo e entre as sefiroth de Chesed e Geburah; junto a essas duas sefiroth formão triângulo ético , a tríade superior de Maguem David. O triângulo ético representa as atividades superiores da alma; a idéia da mente abstrata é intimamente relacionada a esse triângulo. O triângulo ético tem esse nome porque retrata o desenvolvimento da ordem e da lei, da consciência, do discernimento entre certo e errado, e as leis da natureza no universo. Este triângulo é delimitado pelos caminhos 19, 20 e 22.

Tipharet é o reconciliador de Chesed e Geburah, é o resultado das forças de interação entre estas sefiroth. É a beleza, porque é o ponto de equilíbrio entre Chesed e Geburah. Sem esse equilíbrio beleza nenhuma pode existir. Representa a verdade advinda dessa condição de equilíbrio. É também a encarnação do sacrifício autêntico. Tipharet ainda simboliza o filho; é o reflexo de Keter.O triângulo ético aponta para baixo. É o reflexo do triângulo superior, composto por Keter, Binah e Chokmah. Originalmente, da unidade resultou a dualidade, ou seja de Keter resultou Chokmah e Binah. No triângulo ético , a dualidade expressa pelas forças opostas de Chesed e Geburah juntam-se e o resultado é o surgimento de Tipharet. É a partir do triângulo ético que começa a brotar os estados materiais.No corpo humano, Tipharet relaciona-se com o tronco e o chakra do coração. É o núcleo década ser humano,de cada indivíduo; é a nossa natureza essencial. Manifesta-se como a compaixão, a nossa beleza interior e exterior; é o equilíbrio, a harmonia e a serenidade. O canal para Tipharet é Yaakov.

Quando organiza-se a Árvore da Vida de acordo com o método do hexagrama, ressalta-se Tipharet. Este método de análise da árvore coloca-o como centro funcional da Árvore.; como um sol ao redor do qual estão dispostos Chesed, Geburah, Netzah, Hod e Yesod.Tipharet é a esfera de Shamesh , o sol, que é seu símbolo. É a sefirah do sacrifício, a transmutação da energia de um nível para outro.Tipharet está relacionada com deuses que curam. Simboliza o equilíbrio. A cura em Tipharet deve ser entendida como o restabelecimento da harmonia e do equilíbrio. É a restauração de um sistema desequilibrado. Curar é devolver a harmonia original, “tornar integral”. Isso implica um sacrifício (seja qual for a dimensão desse).Em Tipharet a divindade apresenta-se com o nome de YHVH (pronunciado Adonai),o nome mais sagrado , aquele que em si abriga todos os nomes da divindade. Tipharet é a letra Vau ( ו) do tetragrammatron. Esta letra está associada ao elemento “ar”, relacionado ao intelecto. É a essência do criador; é a energia que sustém e enriquece tudo o que existe..Tipharet tem o amarelo como cor na escala Briática. Seu número é o seis.Os símbolos mais associados à Tipharet são: o sol, a cruz de braços iguais, a pirâmide truncado , o cubo e o lamem.

Tem uma imagem mágica tríplice: um rei imponente, uma criança e um deus crucificado. Isto representa três níveis de experiência, três etapas de desenvolvimento; são os estágios na formação do iniciado. As imagens mágicas são síntese das qualidades encarnadas pelas sefiroth.A lição que Tipharet nos ensina é a de compartilhar , mantendo e respeitando o equilíbrio.É a lição de julgar com amor. Tipharet nos protege do mal. É ele quem dá a vitalidade, a força , alegria e felicidade.

Mergulho para dentro


No exato momento em que sou indagado a cerca de quem sou me vejo lendo as “Lições de Abismo”, do Gustavo Corção, e no exato momento em que me defronto com as falas que, como eu, se perguntam quem será aquele soldado que vira a rua agora – será ele um homem-geral, ou haverá algo mais humano dentro dele, aquilo que lhe faz único nesse mundo? – me vejo caindo. Caio, caio e caio... mas um momento haverei de ter meu pouso.

Quando se vai sempre em frente, geralmente, não se chega muito longe, mas quando falamos de uma queda... quando falamos de que as coisas mudam. Por que caímos? Chego. Acaba-se a jornada rumo ao desconhecido futuro imediato. Não posso dizer que o medo toma conta de mim, é exagerado! Sei perfeitamente onde me encontro.

Existem devaneios tão fortes, tão sublimes que nos levam até dentro de nós mesmos, nos levam até uma solidão primeira, solidão esta que nos devolve os gostos e sabores da infância. Procuro por mim. Até que encontro. Sou eu ali refletido; é o passado somado ao presente. As descobertas não são novas, acredito, então que nem sejam descobertas. Aquilo que faz com que sejam descobertas é a mesma coisa que faz com que o cientista se sinta feliz em descobrir uma nova fórmula para solucionar seus problemas e o que ele acredita ser, os problemas do mundo. Descubro que sou assim: amante dos devaneios e essa é minha verdadeira história: Nasci em um dia em que tudo acontecia ao mesmo tempo: chovia, mas o sol estava lá; ventava, mas também estava seco... ou seja, o mundo estava em um eclipse de problemas, e eu feliz da vida por poder ter meus próprios sonhos.

Hoje contabilizo que devo ter sonhado umas dez mil vezes por dia, mas é bem verdade que foram mais... nunca tive problemas com problemas, quando eles me viam sempre havia uma estrela amiga disposta a conversar comigo. Sou humano, e amo a minha humanidade. Tenho três filhos: uma coruja, uma fênix e um dragão, sou um pai cuidadoso e amo meus filhos. Amo a muitos e, devo ser amado por poucos, mas sou amado. Procuro não nutrir rancores, verdade é que eles são bem chatos, quando começam anos importunar. Sou homem, mas já fiquei grávido de muitos sonhos e foi muito tê-los parido, confesso. Certo dia plantei uma mangueira e esta foi uma de minhas alegrias maiores. Às vezes sinto dor, mas sempre m curo com doses bem exageradas de sorridos. Sou feliz porque me disponho a amar. Converso com as estrelas, já dormi como semente e sou feliz por ser o que sou. Este foi meu mergulho. Um mergulho para dentro, mas não a história final.

Minha história é uma história sem fim, enquanto sem fim eu for. Alguns me chamarão de louco, criança ou qualquer coisa que pensem irá me irritar, mas enquanto assim for... não me incomoda, na verdade isto me deixa feliz. Mas a queda não acabou... os abismo continuam abertos e eu viajo...

Escritos de Outono


Os deuses anunciavam uma nova aurora vindoura. A doçura ventos do verão aos poucos se esvaía. Em seu lugar brotava um vento furioso, mas repleto de paixão; a culpa não era sua.Talvez a mãe dos ventos não o tivesse ensinado os mistérios do amor e fora ele obrigado a ter de aprender sozinho. O verão dava sua vez ao Outono. Tudo tem um ritmo a ser respeitado.

No centro da velha mata a nossa mangueira já não nos dava mais de comer. Respeitávamos o repouso desta mãe verde que durante meses alimentava aos nossos buchos vazios de aventura, quando não, também de comida. Outrora voltaria ela a mostrar-se verde, bela e imponente bem no centro da mata com seus frutos a tiracolo. Pelas ruas, os mil folhas, antes tão falantes entre si, fechavam-se em suas falas. Era um diálogo mudo, surdo e inexistente, eram conversas de outono. Teríamos de nos acostumar; durante o restante do fim do ano, aquele silêncio seria a sinfonia que nos guiaria. Era o silêncio do outono.

Estranhamente, não apenas as plantas fechavam suas falas em delicadas gavetas esverdeadas. Nós também o fazíamos. Parece que a natureza realmente nos moldava, quiséssemos ou não. Num ritmo que desafiava a lógica das estações, ao meu entender, cessávamos aquilo que já era escasso.

Acostumei-me, infelizmente, a ver todos aqueles a quem eu amava em um silêncio fúnebre. Isto me fez perceber que o silêncio é necessário para quem deseja aprender os mistérios. É o primeiro passo para quem anseia o saber. É um preço alto. Não falávamos, não escrevíamos, não fazíamos os delicados desenhos que os meninos da rua faziam em dias de chuva – aqueles sóis desenhados ao chão, eram a nossa maior alegria, mistérios e saber. Tudo exalava um silêncio. Encerrávamos num círculo de silêncio. A incomunicabilidade do outono. Minha lógica diferia daquilo que praticava. Em minha idéia deveríamos escrever longas cartas, preferencialmente repletas de ilustrações. Conversar na frente do fogo; deveríamos exercer o dom que fora roubado cruelmente de nossos antepassados. Mas, há uma delicada silhueta de beleza nessas curvas frias, nesta Senhora triste que é a portadora dos outonos. Não podemos esquecer que é nesta época que a feliz e doce Cora deixa os braços quentes da sua mãe, os acalantos da Primavera e volta ao submundo para o abraço escurecido de seu marido; é lá, junto dEle, que ela reina sobre os não-vivos e passa a ser chamada Perséfone.

Há os que adoram esta melancolia e a cultuam. É preciso respeitá-los também até na morte há um traço de beleza e doçura. A natureza se nos mostra sobre várias faces e cada qual tem seu encanto e beleza. Mas ao fim, percebe-se que sempre são aspectos de uma mesma mãe. É preciso cultuar o divino em suas diversas manifestações. Então se faz necessário compreender os mistérios desta melancolia e tristeza da natureza e dela, retirar sua beleza. Uma beleza que mostra o renascimento da vida. Não é preciso consolar o choro de Deméter, mas compreendê-la e respeitar sua dor. Quando não podemos consolar um choro de alguém o ato mais sensato é juntar-se aos que choram.

Sejamos outono! Falemos! Amemos e sejamos o que sempre fomos e também o que nos negamos a ser. Este é o espírito do Outono.Sejamos magos, bruxos e amigos mais humanos! Sejamos natureza, pois ela está-me nós também. Sejamos sempre as crianças que comem manda e brincam descalças no meio da mata ,tentando dar vida ao seu silêncio. Nunca nos esqueçamos de tecer bordados com os sonhos, nem de tecer bordados estrelares. As estrelas não se esqueceram de nós; sempre estarão na abertura mágicka da janela, pois esta é sua missão. Qual é a sua?
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