sexta-feira, 18 de setembro de 2009

sobre a liberadade de ser o que se quer ser




Por algum tempo estive muito preso a determinadas situações, e isso de alguma forma me fez perceber aspectos da vida e do ser que eu não me tinha oportunizado ver e sentir em momentos anteriores. Talvez por esses sucessivos processos ao longo da vida, eu fui sendo cobrado por coisas que apesar de serem possível com meu amadurecimento eram totalmente incondizentes para uma pessoa da minha idade. Não sei bem ao certo, mas acho que nunca fui uma pessoa tão normal mesmo. Sempre tive muitos silêncios e lacunas. Me calava quando achava que era adequado e calava também quando o momento exigia, mas o meu corpo não estava preparado. Com isso ganhei e perdi. Ganhei e perdi por confiar em quem não deveria, e perdi por confiar em quem deveria. E é por isso que me pego às vezes pensando sobre a qualidade e a responsabilidade daquilo que escolho.

Meu caminho sempre me foi muito nítido e esperado. Sempre tive oportunidade de flertar com as diversas matizes que ele me oferecia, sem contudo comprometer o meu trajeto. Assim tive amizades de uma vida inteira que duraram uma tarde ou uma semana. E amizades longas que hoje não são muito- significativas. Descobri que as pessoas das quais não nos lembramos muito bem são e podem ser muito singnitivas na construção daquilo que somos. Descobri que a maior parte daquelas que chamamos " Grandes Verdades da Humanidade" não têm o menor fundamento e que o fundamento e o significado estão nas coisas que fazemos porque acreditamos. Aprendi que apesar dos pesares sempre vale a pena acreditar na pessoa humana, mesmo que a alma seja pequena, como diz o Pessoa. Vi que os mortos podem estar mais vivos dentro de nós do que certos vivos que há muito estão mortos dentro de nós e do mundo.

Perder-se pode ser a maior garantia de encontrar alguma coisa. Perder a si próprio. Ser moderado, ver cada dia como um dia em si. Não cobrar da noite o que não lhe é própria. Sempre se aprende em todas as circunstâncias.  Vi que não é o tempo que determina o amadurecimento das pessoas, mas a  sua magia de alguma forma faz parte do nosso repertório pra entender como nosso amadurecimento nos adocina ou nos torna ácidos. E é assim que venho entendendo minha relação com o mundo. Um tanto poética e fática, às vezes, sensível em demasia em outros momentos, mas sempre como uma afirmação constante da vida.

1 folhas:

ϟ Michael disse...

sem palavras aqui Thi *-*

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